propósitos antigos

propósitos antigos se dissolvem na correnteza
a embriaguez do vinho também se embriaga
já próxima ao limiar

mil perguntas rogam por resposta
e as montanhas se calam
escondendo as rugas sob as pedras

um velho lança o anzol
sobre os escombros de uma civilização
o peão insiste em rodar
no circo de concreto

ao fundo
a suave cantiga do infinito

bernardo lins brandão