“[…]
Estranhamente abandonou o seu chatô,
Onde ele sempre diversão pôde encontrar,
E se ele não tivesse em mãos o seu mantô,
Mas que vergonha que ele então iria passar!
Pois foi assim que alguém, pregando-lhe uma peça,
Pegou-lhe a roupa, pegou trouxa, pegou tudo:
O pobre amigo desvestido até a cabeça,
Por pouco não virou um Adão de tão desnudo.
[…]”
Mauricio Mendonça Cardozo traduz um poema de Goethe.

“Lugar estranho, o limbo – um não-lugar, mas… seja –,no qual o tempo e o espaço que rasteja,de voo atado, em pesadelo de escapar,lutam pelo último meio-ser crepuscular, –espaço oco, tempo sem foice de mãos cheiassurdo e infecundo como o cálculo das areias,sem nem sombra de sombra, – ah, mas pra quê flutuaem relógio de sol a luz da lua?
[…]”
Érico Nogueira traduz esse poema menos conhecido de Coleridge.