“avessa: áporo-antígona” de Guilherme Gontijo Flores

Este post é um lançamento de livro num mundo agora precário do convívio corporal. Ele aguarda seu desdobramento em livrinho material, num futuro próximo.

Uma noiva inupta morta, mas que ri e prolifera, a despeito do horror presente e da vertigem da história: aqui, o que é abafado retorna como caruncho num tronco, ou num pote de comida em poética fúngica que realiza um verdadeiro ritual de fertilidade. avessa: áporo-antígona é um labirinto, poema feito de quatorze sonetos distorcidos que podem também ser lidos na horizontal (todos os primeiros versos fazem um soneto, todos os segundos outro etc.); as duas linhas de leitura, com seus vários cruzamentos, produzem as muralhas de uma noiva desmembrada, como Antígona renarrada em país bloqueado, áporo em terra devastada.

Este livro é hoje lançado em formato PDF em parceria da editora Cultura e Barbárie com a quaseditora. Recebeu um projeto gráfico de Alexandre Nodari e Roberto Pitella, que também o farão em formato artesanal, quando acabar a reclusão da pandemia, numa tiragem pequena. Por enquanto sua distribuição é gratuita aqui na escamandro. O livro acompanha também uma série de quatro intervenções ensaísticas em diálogo com o poema, feitas por Edimilson de Almeida Pereira, Diana Junkes, Matheus Mavericco e Gustavo Silveira Ribeiro. Por fim, depois do link, estão disponíveis seis leituras de poemas que constituem o poema-labirinto, feitas por André Capilé, Prisca Agustoni, Rob Packer, Daniel Francoy, Patríca Lino e Mônica de Aquino. Agradeço imensamente a todas essas pessoas que ajudaram a dar um corpo ao poema.

Guilherme Gontijo Flores

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Link para download


avessa: áporo-antígona, de Guilherme Gontijo Flores

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Seis leituras

1. André Capilé

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2. Prisca Agustoni

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3.  Rob Packer

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4. Daniel Francoy

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5. Patrícia Lino

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6. Mônica de Aquino