Sean Bonney, por Beatriz Bastos & Otávio Campos

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Sean Bonney nasceu em Brighton, em 1969, e cresceu no norte da Inglaterra. Passou 17 anos em Londres, cidade que se tornou para ele principal matéria de grande parte dos seus textos. Na capital, se envolveu em movimentos sociais e políticos, principalmente os que iam contra a Taxa de Moradia cobrada na cidade. Sua militância política é indissociável de sua atuação como escritor. Publicou diversos panfletos, plaquetes e livros, esses tomados por uma fúria e uma vontade revolucionária contra as instituições, principalmente no que se refere à moradia, à polícia e ao tratamento aos imigrantes. Além disso, por muitos anos manteve o blog abandonedbuildings.blogspot.com, alimentado constantemente até 2019, com leituras dos poemas em áudios, e em vídeos de suas apresentações pela Europa, além das primeiras versões de alguns poemas futuramente publicados . Seus textos foram reunidos em sete livros principais, Blade Pitch Control Unit (2005), Baudelaire in English (2008), Document (2009), The Commons (2011), Happiness: Poems After Rimbaud (2011), Letters Against the Firmament (2015), e Our Death (2019).

Em sua produção, percebemos as influências dos seus interesses pessoais maiores, como uma vertente mais radical dos movimentos de esquerda, com o punk britânico, a Angry Brigade, a Red Army Faktion, além do Surrealismo e a arte revolucionária como um todo. Soma-se a isso, também, seu interesse no movimento Black Power americano, do qual foi se tornando um estudioso principalmente enquanto pesquisava para o seu título de PhD, a partir de uma tese sobre Amiri Baraka, um dos poucos negros a integrar a caravana Beat.

Bonney morreu pouco tempo depois de ter seu último livro, Our Death, publicado, em um trágico acidente em Berlim, cidade onde morava há alguns anos e fazia pós-doutorado com uma pesquisa sobre Diane di Prima and Katerina Gogou. Em seu obituário, publicado na revista online Jacket2, o poeta William Rowe diz que “nenhum outro trabalho contemporâneo destrói tão completamente o universo do fascismo ressurgente”. Para Rowe, a poética de Bonney se apresenta como uma possibilidade de sobrevivência à violência instaurada no Reino Unido principalmente após Thatcher. “Esta é uma poesia na qual as camadas de defesa do self foram suspensas, o poema larga seus muros habituais, e as injustiças brutais da história encontram expressão.”, escreve Rowe.

Dois livros de Sean Bonney foram traduzidos para o português por Miguel Cardoso e publicados em Portugal pela Douda Correria, Cartas contra o firmamento (2016) e Nossa morte (2020). No Brasil, sua obra por enquanto permanece inédita, e uma publicação está sendo preparada pela Edições Macondo (com tradução de Beatriz Bastos e Otávio Campos) para 2020. Os poemas publicados agora na escamandro foram retirados do livro que está sendo traduzido, com título provisório de Fantasmas. Esse livro, que saiu imediatamente antes de sua última coletânea, é uma publicação que pode ser considerada “de transição”, como muitos dos seus trabalhos que foram editados. Em uma nota inicial, impressa nas primeiras páginas do volume, o autor revela o seguinte: “A maior parte dessa seleção é originada de duas sequências. Câncer: Poemas depois de Katerina Gougou, publicado pela primeira vez em uma edição limitada por A Firm Nigh Holistic Press em 2016. A maioria dos outros textos (…) são de uma sequência em andamento intitulada Nossa morte, cujo título deve ser mais ou menos auto explicativo”. Ghosts aborda questões caras à poesia de Bonney, como a vida no submundo das grandes cidades, a problemática dos refugiados e da moradia, a desconfiança de instituições, sobretudo a desconfiança de policiais e políticos. Mas, além disso, essa coletânea de poemas também constrói um universo narrativo próprio, trabalhando com a imagem de fantasmas vagando, como zumbis, em um cenário pós-apocalíptico que em tudo se parece com nossas próprias capitais brasileiras.

FODA-SE A POLÍCIA

 

* * *

 

“Me Surre!”

Hoje em dia todo mundo tá escrevendo seu livro derradeiro. Dane-se. Eu também perdi tudo. Meu corpo é feito de três agulhas, várias moedas, um sistema de nitrato e algo que os babacas chamariam ‘uma filosofia’. Eu vejo no escuro e gosto de quebrar espelhos. Pra muita gente as coisas tão bem piores. Vago pela cidade recitando um velho poema da Anita Berber: CADÁVER. FACA. CADÁVER. FACA. LUZ. Todas as noites há momentos em que penso que posso ver essa luz. Ela brilha dentro de todos os quartos onde já morei, todos aqueles quartos e cidades que sempre amamos sempre desprezamos. MOEDAS. ESPELHOS. LUZ.

 

“Thrash Me!”

These days everyone is writing their final book. Whatever. I’ve lost everything as well. My body is made up of three needles, several coins, a system of nitrates and something wankers would call ‘a philosophy’. I see in the dark and like to smash mirrors. For many other people things are far worse. I roam around the town, reciting an old poem by Anita Berber: CORPSE. KNIFE. CORPSE. KNIFE. LIGHT. There are moments each evening when I think I can see that light. It shines inside all the rooms I have lived in, all those rooms and cities that we have always loved always despised. COINS. MIRRORS. LIGHT.

 

§

 

Todos os dias, todo dia eu acordo dentro do regime assalariado
dentro de todas as suas casas, nunca paguei aluguel em nenhuma.
Não durmo em lugar nenhum. Todas as manhãs dentro do meu salário
Deito à espera daqueles que dormem, eu durmo
em seus colos e nunca falo. Nunca
Tome isso como evidência espectral. Quer dizer. Foda-se a morte.

 

Every day I wake up everyday inside the wage system
inside all its houses, never paid rent on even one.
Sleep nowhere. Every morning inside my wages
I lie in wait for those who sleep, I sleep
on their chests and never speak. Never
Take this as spectral evidence. Meaning. Fuck death.

 

§

 

[morfina]

Cinco pontos no mapa. Cinco dias
Você assiste sua cidade em chamas
Cinco da manhã. Cinco policiais na porta.
Interpreta. Nenhuma cidade é construída de novo
Seu mapa um anúncio, um ardil, um combate.

Adivinhação. Medos inumanos das pessoas
Essa distância, um arranjo de canções
espalhadas pela capital, um conjunto de leis
pra matar os vivos. Rimas, essa distância.
Ruínas são barricadas. Canções são ossos.

Nossos mapas quase conspiradores
acordados durante a noite, interrogando o céu
Cometas também são ossos. Que esperam
colidir com a nossa aventura. Os dias se empilham
Como torres desabando. Policiais. Osso.

risquei fora Bakunin. escrevi cinco policiais.
cinco da manhã – um charme pra destruir a capital.

 

[morphine]

Five points on the map. Five days
You watch your city burn.
Five A.M. Five cops at the door.
Interpret that. No city is built again
Your map a declaration, a trap, a war.

Divination. Inhuman fears of the people
This distance, an arrangement of songs
scattered on the capital, a set of laws
to kill the living. Rhymes, this distance.
Ruins are barricades. Songs are bones.

Our maps, almost, are conspirators
all night awake, questioning the sky
Comets, also, are bones. Are waiting
to crash our adventure. Days pile up
Like collapsing towers. Cops. Bone.

crossed out Bakunin. wrote down five cops.
5 a.m. – a charm to consume the capital.

 

§

 

Uma Nota sobre minha Poética Recente

Parei de fumar maconha há alguns meses porque estava me deixando paranoico, mas desde então, quase todos os dias tenho tomado doses potencialmente fatais de anfetamina. Isso quase certamente está me deixando psicótico, mas pelo menos tem a vantagem de me salvar do vasto cataclisma que dormir se tornou. Em muitas manhãs me sinto desconfortável, visível e invisível ao mesmo tempo, preso entre os ditos dois mundos, em nenhum deles estou preparado pra aceitar ou mesmo tolerar. De qualquer forma, não posso separá-los – tudo está funcionando em uma espécie de nível estroboscópico, no qual o mundo invisível está povoado por um bando de insones de carne e sangue cambaleando por aí depois do naufrágio, e o mundo visível por um estranho mapa astral, uma rede de nós e tumores que até agora esteve trancada em algum lugar no centro da terra, um inferno de alfabetos e injustiças espectrais organizados em pedaços ao longo da cronologia. Vejamos. Houve a revolta fiscal. Havia as casas punk. Havia ecstasy e ácido e festas abertas. A lei de justiça criminal. Britpop. A ascensão da babaquice irônica. A expressão tolerância zero. O tédio do hedonismo forçado. O esqueleto de Tony Blair. As chamas da intervenção humanitária. A inevitabilidade da jihad. E isso é só outro amontoado meio arbitrário, um corredor de vários espelhos nos quais toda manhã eu bato e cheiro carreiras cada vez mais colossais até que, nas palavras de Ernst Bloch, “anos se tornam minutos, como nas lendas em que, no período aparente de uma noite, uma bruxa se apodera da longa vida de sua vítima”. E não sei se me identifico com essa bruxa ou não, mas sei que há algumas manhãs em que considero a possibilidade de moer os ossos de Blair, e então lançá-los aos pés dos vários monumentos – falo por exemplo das estátuas que contornam a Trafalgar Square – pra transformá-los em demônios reais. A crise, ou como quer a gente deva chamar isso. As ruínas do Ritz, por exemplo. O vidro quebrado da região de Millbank. Os termos de prisão dos rebeldes. Que merda. Até breve. Todo mundo sabe que Thatcher forjou sua morte.

A Note on my Recent Poetics

I stopped smoking pot a few months ago because it was making me paranoid, but since then most days I’ve been taking potentially fatal doses of amphetamine. Its almost certainly making me psychotic, but it does at least have the advantage of saving me from the vast cataclysm that sleep has become. Most mornings I feel uneasy, visible and invisible at the same time, trapped between the proverbial two worlds, neither of which I’m prepared to accept or even tolerate. I can’t tell them apart anyway – everything’s functioning at some kind of stroboscopic level, where the invisible world is populated by a gaggle of flesh and blood insomniacs staggering around after a shipwreck, and the visible one by a weird star-map, a network of knots and tumours that up until now have been locked somewhere in the centre of the earth, a hell of alphabets and spectral injustices arranged in pieces along the chronology. Lets see. There was the poll tax revolt. There were punk houses. There was ecstasy and acid and free parties. The criminal justice bill. Britpop. The rise of the ironic wank. The phrase zero tolerance. The boredom of enforced hedonism. The skeleton of Tony Blair. The flames of humanitarian intervention. The inevitability of jihad. And thats just one more or less arbitrary little cluster, a hall of various mirrors that every morning I chop and snort increasingly gargantuan lines from until, in the words of Ernst Bloch, “years become minutes, as in legends where, in the apparent time span of a single night, a witch cheats her victim out of a long life”. And I don’t know whether I identify with that witch or not, but I do know that there are some mornings when I consider the possibility of powdering Blair’s bones, and then casting them at the feet of various monuments – say for example the statues that encircle Trafalgar Square – so as to transform them into real demons. The crisis, or whatever it is we’re supposed to call it. The ruins of the Ritz, for example. The broken glass of Millbank. The jail terms of the rioters. Ah shit. See you later. Everybody knows that Thatcher faked her death.

 

§

 

[de Câncer]

vamos beber com os desempregados
com todo sol e silêncio
com toda poeira no sol e silêncio
e sol e conhaque e poeira
e cigarros e sol
não, hoje não vamos falar sobre nossa saúde
comprimidos e bebidas e catarro
não se preocupe
me sinto muito calmo
há unhas há cabelo há anos
sujos
os comprimidos são ótimos. a festa, você sabe qual
impossível dizer quem é polícia hoje em dia
música
um conhaque merda
não, não tenho ouvido nada faz um tempo
você sabe eu tenho pensado que talvez queira, sabe
tem um quarto ali em cima
quero te ver sem as calças
meio curioso sobre seu pau
música, pelo amor de deus
você toca uma
“pegaram um pau e me bateram”
conhaque
música
silêncio
você tira seu canivete começa a cortar
A Gangue Bonnot estava certa.

 

[from Cancer]

let’s drink with the unemployed
with all sun and silence
with all dust in the sun and silence
and sun and cognac and dust
and cigarettes and sun
no, lets not go on about our health today
pills and drink and snot
don’t worry
I feel very calm
there are nails there is hair there are years
dirty
the pills are great. the party, you know which one I mean
impossible to tell whose a cop these days
music
the cognacs shit
no, I haven’t heard anything for quite some time
you know I’n thinking I might want to, you know
there’s a room upstairs
I want to see you without your pants
kind of curious about your dick
music, for chrissake
you take a solo
“they took a stick and beat me”
cognac
music
silence
you pullout your switchblade start slashing
The Bonnot Gang were right.

 

§

 

[de Câncer]

música, eu não falo sobre isso
meus olhos. sério, onde estão meus olhos
todo dia há algo para rejeitar
eu não vou gritar quando morrer
Marx Lenin Trotsky Luxemburgo
A Revolta de Kronstadt e o sonho de Sísifo
há flores há cores
revólveres e bombas caseiras
estou ficando louco, por que você não está
os meus sonhos os sonhos dos meus amigos
todos os sonhos o mesmo sonho
surtos repetidos choradeira sem fim
isso é medida
você e eu
pra cima e pra baixo
e de volta e pra baixo
há uma falsa simetria nos separa
não vamos rir
se não assinarmos o papel
eles não vão poder comprovar nada
a noite cai
o comitê central
a noite cai
eles querem saber se eu tenho uma televisão
a noite cai
eu ainda estou mais ou menos segurando a onda
não vou assinar
vida longa à 204º Internacional

 

[from Cancer]

music, I don’t talk about it
my eyes. seriously, where are my eyes
every day there’s something to reject
I will not scream when I die
Marx Lenin Trotsky Luxemberg
The Kronstadt Massacre and the dream of Sisyphus
there are flowers there are colours
revolvers and homemade bombs
I’m going crazy, why aren’t you
my dreams my friends’ dreams
all these dreams are the same dream
repeated breakdowns endless weeping
this is measure
you and me
up and down
and back and down
there is a false symmetry separates us
lets not laugh
if we don’t sign the paper
they won’t be able to act on their decision
night falls
the central committee
night falls
they want to know if I have a television
night falls
I’m still kind of keeping it together
I won’t sign
Long live the 204th International

 

§

 

Para quê serve gás lacrimogêneo

Policiais, não sendo humanos nem animais, não sonham. Eles não precisam, eles têm gás lacrimogêneo. Não espere que eu explique isso. Você sabe tão bem quanto eu que policiais têm acesso ao conteúdo dos nossos sonhos. E você provavelmente também sabe que uma quantidade razoável do gás lacrimogêneo do planeta é fornecida pelo Westminster Group. Seu presidente não executivo, seja lá o que isso significa, é membro da família de, vejam só, Charles Windsor. Ele deve pensar no gás lacrimogêneo como alguma coisa relacionada à Nuvem do Não-Saber, e, de certa forma, ele tá meio certo. Você chega a um conhecimento muito verdadeiro da natureza das coisas, visíveis e invisíveis, ao ter seu sistema sensorial sequestrado e virado contra você por uma dose significativa de gás lacrimogêneo. É o anti-Rimbaud. O absuto controle e administração de todos os sentidos. É sério, tente. Na próxima vez que as coisas começarem a esquentar um pouco vai pra rua e corre pro meio da maior nuvem de gás lacrimogêneo que você encontrar. Cabum. Visão. Gosto. Cheiro. A porra toda. Tudo se transforma em confusão, desorientação geográfica e, principalmente, dor. Não pire. No centro dessa dor há um pequeno e silencioso ponto de Não-Saber. É esse Não-Saber que os policiais – e por extensão Charles Windsor – chamam de conhecimento. É o que eles querem. Eles têm bisturis caso seja necessário mas gás lacrimogêneo é mais limpo. Não está claro por que querem isso mas qualquer epiléptico ou visionário ou viciado em drogas pode te dizer o motivo. Tá lá em Blake. AiJesus, tá lá no encarte do Metal Machine Music. O que isso significa? Quem se importa. Isso não responde nada. O que Charles Windsor quer com a gente? Os policiais não vão nos dizer o que eles não sabem e o que eles acham que sabemos.

 

What Teargas is For

Cops, being neither human nor animal, do not dream. They don’t need to, they’ve got teargas. Don’t expect me to justify that. I mean, you know as well as I do that cops have got access to the content of all of our dreams. And you probably also know that a fair amount of the planet’s teargas is supplied by the Westminster Group. Their non-executive chairman, whatever that is, is a member of the household of, ahem, Charles Windsor. He probably thinks of teargas as being somehow related to the Cloud of Unknowing, and, in a sense, he’s kind of right. You come to a very real understanding of the nature of things, both visible and invisible, by having your sensory system hijacked and turned against you by a meaningful dose of teargas. It is the anti-Rimbaud. The absolute regulation and administration of all the senses. I mean try it. Next time things are starting to kick off a little bit just go out on the street and run straight into the middle of the biggest cloud of teargas you can find. Bang. Sight. Taste. Smell. All the rest of them. All turned into confusion, loss of geographical certainty and, most importantly, pain. Don’t freak out. In the centre of that pain is a small and silent point of absolute Unknowing. It is that Unknowing that the cops – and by extension Charles Windsor – call knowledge. They want it. They’ve got scalpels if necessary but teargas is cleaner. Its not clear what they want it for but any epileptic or voyant or drug addict could tell you what it is. It’s there in Blake. Christ, it’s there in the sleeve-notes to Metal Machine Music. What’s it mean? Who cares. It answers no questions. What does Charles Windsor want with us. The cops will not tell us what they don’t know and what they think we know.

 

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Beatriz Bastos nasceu em 1979 no Rio de Janeiro. Publicou Areia (Aqueronta Movebo, 2000), Pandora – Fósforos de Segurança, em coautoria com Fernanda Branco (Azougue, 2003), Da Ilha (Editacuja, 2009) e Balaclava (no prelo, Coletivo Janga). Fez mestrado e doutorado em tradução de poesia, na PUC-Rio (2014). Traduziu, em parceria com Paulo Henriques Britto, uma primeira antologia brasileira de Frank O’Hara, Meu coração está no bolso (Luna Parque, 2017). Traduziu, juntamente com Ismar Tirelli Neto, o livro Silêncio de John Cage (Cobogó, 2019). Janga, coletivo de poetas e editora independente.
Trabalha como tradutora e professora.

Otávio Campos é um poeta e editor nascido em 1991. Mestre em Estudos Literários, pela Universidade Federal de Juiz de Fora. É doutorando em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais. Publicou, entre outros, os livros Os peixes são tristes nas fotografias e Ao jeito dos bichos caçados. Desde 2014 é coordenador editorial das Edições Macondo.